Tempo livre… Só que não!

grafico

Um dos grandes problemas de um procrastinador é que ele nunca se contenta com apenas uma distração. Tudo ao seu redor (e longe também) é muito importante e requer sua atenção. Mas, às vezes, algumas dessas coisas o cansam e aí surgem duas opções no horizonte à sua frente: (1) começar a trabalhar; (2) escolher outra atividade para se ocupar enquanto pensa que deveria começar a trabalhar. Digamos que eu, sem querer querendo, escolhi a segunda opção e o resultado disso é esse blog aqui.

Já tive blog antes. Antes das redes sociais existirem, antes de todo mundo ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Sim, eu tive um blog. Era aquela coisa meio adolescente, aquela vontade de me expressar, aquela diversão em poder trocar ideia com outras pessoas. Acreditem ou não (porque nem eu acredito), ele durou uns seis anos. Até que comecei a faculdade e não tive mais tempo. Não tive mais tempo nem pra procrastinar. Tudo relacionado ao blog ficou muito lento e não vi mais sentido em continuar.

Acabei a faculdade, comecei o mestrado. Vocês acham que tenho tempo agora? Claro que não! Mas tenho que confessar, essa coisa de organizar seu próprio tempo não é comigo. Daí surgem vários e longos momentos em que eu deveria estar trabalhando, mas estou fazendo algo totalmente diferente, ao mesmo tempo em que penso “nossa, deveria estar fazendo tal coisa”. Vou fazer tal coisa em horários alternativos  (por que não, eu não deixo de cumprir minhas responsabilidades, tá? =p). E é esse ciclo sem fim.

Porque resolvi procrastinar de maneira mais interessante e proveitosa (pelo menos pra mim, pois escrever é uma forma de organizar as ideias), porque as redes sociais não suprem minha necessidade de me expressar com começo, meio e fim e porque sempre gostei de blogs, aqui estou. Algumas coisas são importantes:

1 – É um espaço para eu me expressar sobre um pouco de tudo e um pouco de nada que faço quando não estou fazendo o que deveria fazer. Ou seja, assuntos recorrentes serão: séries, livros, coisas legais que vi na rua, música, novela, açúcar, tempero e tudo o que há de bom.

2 – Não sou escritora. Não acho que escrevo bem. Não me falaram que sou escritora e eu acreditei.

3 – Não sou blogueira (profissional). Não quero ser famosa, nem capa de revista. Na verdade, isso aí me dá preguiça. Aqui são apenas coisinhas escritas num blog.

4 – Mas, sim, óbvio, escrevo aqui porque se fosse pra só eu ler, escreveria em meus cadernos. Todo mundo quer se expressar. Para o que servem as redes sociais nos dias de hoje se não para isso?

5 – Sou cientista social. Discussões políticas, sociológicas, antropológicas fazem parte do meu cotidiano. Então não, não quero usar esse blog pra fazer longas análises sobre nada. Existe um monte de gente na internet fazendo isso e eu prometo indicar leituras quando considerar interessante e semelhante ao meu ponto de vista. Além do mais, ser cientista social não é sinônimo de conhecer e entender tudo o que acontece, muito menos de ter uma opinião sobre tudo. Ao contrário do que muitos dizem, acreditem em mim, a verdade é essa.

6 -Porém, inevitavelmente assuntos políticos, sociológicos e antropológicos irão surgir de diversos modos. Um cientista social é um ser amaldiçoado instruído de tal forma que nunca mais consegue ver o mundo a não ser assim.

7 – Sim, eu trabalho.

É isso! Nos lemos!

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