Hannibal – 1ª Temporada

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Nunca antes na história da minha vida como espectadora de séries me senti mal assistindo uma. Digo, mal fisicamente. Um nó no estômago, uma coisa estranha, uma ansiedade. Mas não, não interpretem isso mal. Não estou dizendo que a série é ruim. Ao contrário, estou dizendo que ela é tão boa que conseguiu mexer desse jeito comigo.

Para quem não sabe, Hannibal é uma série (da NBC), baseada no personagem de Thomas Harris. Sim, aquele mesmo personagem de “O Silêncio dos Inocentes” e “Dragão Vermelho”, livros que foram adaptados para o cinema, foram super aclamados pela crítica e conquistaram milhares de fãs. Eu sou uma dessas fãs do personagem (não vamos entrar em detalhes sobre ser fã de personagens psicopatas, afinal, já declarei meu amor ao Dexter aqui ). E foi por esse motivo que resolvi começar a assistir a série. Pois uma série que fizesse uma leitura diferente dos filmes, que trouxesse outro enfoque do personagem, só poderia parecer minimamente interessante. De fato, não me decepcionei. Demorei um pouco para assistir a temporada completa, porque essa coisa de assistir várias séries simultaneamente demanda tempo. Um tempo que nem com toda a procrastinação do mundo eu tenho. Então dei uma pausa e retomei agora, terminando, por fim, a primeira temporada.

A história do Hannibal na série é anterior à dele em “O silêncio dos inocentes”. É uma época em que ele, bem mais jovem, exercia a psiquiatria e tinha relações estreitas com a cúpula do FBI, a quem supostamente ajudava com suas análises psicológicas. Mas já nos apresenta o Hannibal serial killer, que se alimentava – de maneira muito sofisticada, diga-se de passagem – de suas vítimas. O foco, pelo menos na primeira temporada, foi em sua relação com Will Graham, um professor que se torna agente especial do FBI por sua capacidade de construir perfis de serial killers, ajudando na resolução de crimes.

Quem tem interesse em assistir a série, recomendo que pare a leitura aqui, porque poderá não gostar de ler spoilers. Quem não terminou a temporada, também. Voltem outro dia, para deixarem suas impressões! É uma série que apesar de realmente ser pesada, vale a pena. Especialmente para quem é maluco e gosta de um suspense ou terror psicológico.

 

ATENÇÃO, SPOILER – 1ª TEMPORADA!!!

Comecei a primeira temporada amando o Hannibal. Sim, porque já nutria uma simpatia pelo personagem, como disse antes. Não quero parecer muito maluca aqui, é mais uma admiração por como o personagem foi tão bem construído e por toda sua inteligência. Na série não poderia ser diferente. O Hannibal é um homem sofisticadíssimo, que sabe cozinhar (claro!), um intelecutal. Ele é indicado para acompanhar Will Graham, que tem uma sensibilidade especial para entrar na mente de psicopatas, a partir das cenas de crimes e por isso, percebe coisas que ninguém pode perceber. Obviamente, há um desgaste muito grande para a mente de Will e por esse motivo Hannibal fica encarregado de “cuidar dele”, nesse sentido. Acontece que já no primeiro episódio descobrimos que Hannibal está diretamente ligado à série de crimes que Jack (o chefão do FBI) pretende solucionar.  E a cada novo episódio, vemos que todos os crimes de alguma forma se interligam e em todos, se Hannibal não está envolvido, ele se intromete.

Somente na metade da temporada me dei conta do porquê de suas intromissões. Até então pensava que era um pouco uma maneira de se aproveitar de uma situação para cometer seus próprios crimes, ou para se esconder. Mas na verdade era tudo uma forma para manipular todos ao seu redor e especialmente Will. Quando me dei conta disso, comecei a ter raiva do Hannibal, porque nessa altura já estava apaixonada pelo Will. Mas também tinha raiva do Will porque, meu pai do céu, não é possível que uma pessoa que consegue entrar na mente de psicopatas não se desse conta de um bem na sua frente. Mas, ok, Will estava doente e, mais uma vez, a impressionante maneira de Hannibal agir não dava esse tipo de espaço. Por esses e outros motivos disse no início que me sentia mal. Nós, assistindo todas as manobras, ficamos sem ar diante dos desdobramentos da série.

Aos poucos, a série vai revelando o grau de psicopatia de Hannibal. Para ele, tudo é um grande experimento. Ele provoca situações para ver como as pessoas vão reagir a elas. São todos cobaias em suas mãos. Todos marionetes. Claro que, eventualmente, alguém se dá conta, como sua própria psiquiatra (e essa relação toda misteriosa deles, hein?), Abigail – sua protegida e até mesmo Will, no fim da temporada. Mas o controle é do Hannibal. E Will não só fica como louco, mas como assassino, terminando a temporada preso, acusado de várias mortes.

Confesso, estou ansiosa pela segunda temporada. Me interessa o que vai acontecer com Will e, claro, como Hannibal vai seguir seus experimentos a partir dessa situação. Porque apesar de tudo, no fundo, ele parece ter um carinho pelo Will. A prova de amizade em que o colocou (sem que ele soubesse, mais um de seus testes) mostrou isso. Mas apesar do meu anseio, definitivamente preciso de um tempo antes de encarar esses episódios sérios, pesados e cheios de mistério de Hannibal.

Não entrei em detalhes da história, ou dos episódios, mas quem assistiu, o que achou? Digam aí!

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