Pega, mata e come

Nesses dias que falam tantas idiotices sobre o Nordeste, por acaso ouvi uma música que sempre que ouço me arrepio (ouvir músicas no modo aleatório é sempre uma belezura). O nome dela é Carcará e a interpretação que me deixa assim, arrepiada na alma, é a cantada por Maria Bethânia. Essa música fazia parte do Show Opinião, que estreou em 64, no ano do golpe militar no Brasil. Todas as canções desse espetáculo eram referentes a temas sociais do país. Na primeira fase, quem participava era Nara Leão, que depois foi substituída por Maria Bethânia.

Porque eu gosto muito dessa canção e acho que ela demonstra a persistência de uma população que até há alguns anos atrás se via impelida a migrar para outras partes do país por causa da pobreza, mesmo assim, sendo “antes de tudo, um forte”, como diria Euclides da Cunha – por isso, há um tempo saí buscando outras versões dela que quero compartilhar. A primeira, obviamente, é a versão da Bethânia. Incrível interpretação, incrível poder nessa voz, eu fico totalmente paralisada diante dessa versão.

Aí tem a versão da Nara Leão, que foi a primeira intérprete no Show Opinião.

Zé Ramalho está no coração com tantas letras incríveis (algumas que até hoje eu penso sobre elas para entender, confesso). Achei essa versão dele também.

Tem uma versão do Chico Buarque com João do Vale.

Uma colega me mostrou uma vez essa versão em dança. É no estilo de dança tribal. A versão da música eu não gostei muito, mas a dança, super impressionante!

Qual gostaram mais?

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