O poder de Hannibal

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Acho que essa postagem só vai fazer sentido para as pessoas que assistem Hannibal, mas sinto a necessidade de falar sobre a série depois de ter assistido a segunda temporada…

Que eu sou uma viciada em séries, muitas pessoas já sabem. Que eu tenho a mania de interagir com os personagens (de livros também), algumas pessoas sabem. Meu gosto excêntrico por séries de psicopatas, alguns conhecem, mesmo que não entendam. Aliás, nem eu entendo, um psicólogo talvez explique. Porém, a empatia que criei com o personagem Will Graham, da série Hannibal, só me dei conta vendo a segunda temporada.

Na verdade, eu já havia comentado aqui como essa série me deixa meio alterada. É uma série psicologicamente pesada, não há dúvidas. E quem gosta de ação talvez vá sentir um pouco de sono ao ver os episódios. Mas, para mim, assistir essa série chega a ser uma experiência intensa fisicamente. Ela me deixa com um nó no estômago, um peso nas costas e uma leve dor de cabeça. Eu chego a sonhar com a série. Parece exagero, mas não é. E vocês podem me perguntar por que continuei vendo se na primeira temporada já me sentia assim. Acreditem, eu lutei contra isso. Na verdade, nem precisei lutar muito. Por umas 10 vezes tentei começar a segunda temporada, mas não conseguia passar dos primeiros cinco minutos. Me dava um desespero e eu desligava o vídeo. Mas a curiosidade para ver o que aconteceria venceu.

Eu gosto do Hannibal, acho um personagem muito bem construído. Desde os filmes tenho certa admiração pela inteligência dele. Mas na série gosto muito mais do Will. Ele é um psquiatra, professor no FBI, que ajuda a solucionar os crimes porque consegue pensar como pensa um psicopata. Isso chamou a atenção do Hannibal que manipulou ele de todas as formas possíveis (como ele faz com todo mundo) por pura curiosidade para ver o que aconteceria.

Na segunda temporada, Will, que já tinha se dado conta disso e de quem é Hannibal, tenta agir da mesma maneira, através de manipulação. Ele também é muito inteligente e na metade da temporada a gente percebe que praticamente ele se transforma em Hannibal. Talvez seja porque apesar de existir um plano por trás disso tudo, ele realmente tenha se transformado. E isso é o que mostra todo o poder de Hannibal por todos os personagens dessa série. Ele consegue se antecipar a tudo e todos e mesmo o que é imprevisto acaba agindo em seu favor. Nisso o personagem me parece um pouco forçado, mas, por outro lado, vemos que é mesmo uma inteligência superior que consegue manipular as coisas de forma que sejam favoráveis a ele. Hannibal controla tudo.

Infelizmente, controla o meu queridinho Will que, acho, dessa vez não terá salvação. Não queria que fosse assim, mas acredito que será.

E não sei mais porque comecei a escrever sobre isso, acho que só queria desabafar e espantar todo o desespero que ficou no fim da segunda temporada. Esperando pela terceira com um pouco de angústia. E agora vocês têm certeza do grau da minha insanidade.

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3 comentários sobre “O poder de Hannibal

  1. E aproveitando vou te indicar um filme que vi recentemente. Ele se chama “Garota Exemplar”. Já viu? É um bom filme e aborda transtornos psicológicos também. E é sobre pessoas manipuladoras, mas não tanto quanto o Hannibal e Will, haha. Mesmo assim é um bom filme.

  2. De repente o Will sempre foi um Hannibal, mas que não quis, ou não conseguiu, se deixar levar por impulsos que destruíssem a atual moral que estabelecemos como certa e que ele aceita. Por exemplo, ele não matava pessoas e muito menos comia carne humana (não conscientemente, claro). Então era o oposto, combatia tais atos. Mas ao matar aquele cara lá na primeira temporada, o pai da Abigail, as coisas se transformaram. Ele sentiu o gosto do que não tinha noção e, dada suas habilidades empáticas, foi tendo consciência da própria natureza “hannibalesca”, até que se viu forçado a ser um, para poder sobreviver. Haha. É só uma teoria que tenho.

    • rs… eu concordo com a sua teoria, Livita. Acho que no fundo ele sempre foi assim. O fato de ele conseguir pensar como um psicopata, entrar na mente deles, já era um sinal. De alguma maneira isso estava reprimido. Mas acho que não foi só uma questão de ser forçado a fazer isso pra sobreviver, também teve uma boa dose da manipulação do Hannibal, que ele não conseguiu escapar. Foi o risco que ele assumiu quando decidiu entrar no jogo pra manipular ele e que se tornou real.

      Sobre o filme que você indicou, ainda não vi. Mas já vi mais ou menos alguns comentários sobre ele. Vou procurar! =)

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