Saldo de Filmes #2

Minhas últimas postagens sobre as coisas que tenho visto foram sobre documentários e séries. Então decidi falar sobre filmes dessa vez. Bem, para ser muito sincera, não tenho assistido muitos filmes ultimamente. Ao abrir o maravilhoso mundo da Netflix, acabo me rendendo mais às séries e documentários. Também faz um tempinho que não vou ao cinema. Então resolvi destacar alguns filmes que vi durante o ano passado e que gostei muito, ou me fizeram ficar pensando muito tempo. Não é por ordem de preferência e sim por ordem de memória. Alguns filmes são bem velhos e vocês vão rir de mim, mas só assisti agora. Ah! Também não é minha intenção fazer nenhum tipo de crítica, deixo isso para os entendidos de cinema. A intenção aqui é apenas destacar os filmes que mais gostei, pra o caso de alguém se interessar em assistir ou comentar comigo o que achou. Dito isso, vamos à lista.

 

Veronika decide morrer

Vou ser muito honesta logo de cara: não queria assistir esse filme porque ele foi baseado num livro do Paulo Coelho. Sim, tenho preconceito com os livros do Paulo Coelho e para mim só isso já era suficiente para não ver o filme. Mas tinham me indicado, falando que era bom, então eu decidi assistir. Assisti 20 minutos e parei porque estava ficando triste. É um filme muito triste. Alguns dias depois resolvi terminar. De maneira geral, gostei do filme. Não li esse livro do Paulo Coelho, então não sei até que ponto corresponde ao que está ali. Mas não gostei tanto por causa da história do filme e sim por causa de alguns diálogos presentes nele e sobre o que ele me fez pensar, a questão do suicídio, da depressão, de uma certa ideia sobre o que é ser bem sucedido, sobre o que é ser feliz… Enfim, na minha opinião o filme vale a pena por causa disso. Vejam o trailer.

 

As vantagens de ser invisível

 

Esse filme também é baseado em um livro. Mas quando eu assisti não sabia da existência do livro,  achei o filme muito, muito bom e fiquei com vontade de ler. Está na minha lista de próximas leituras. Esse filme também fala sobre depressão, sobre como um adolescente convive com ela após a morte de alguém querido e no colégio conhece outros adolescentes, com problemas, questões, ideias que se assemelham às dele. Mas não é só isso, pra mim é um filme sobre uma geração de jovens meio perdidos, como todo jovem já foi ou ainda é, tendo que lidar com questões que teoricamente não seriam próprias de sua idade, como a morte, preconceitos, traumas, em uma época em que os tabus eram ainda mais tabus que hoje. E mais, o filme tem diálogos incríveis e uma trilha sonora fenomenal. Vale totalmente a pena vê-lo, na minha opinião. O trailer aí abaixo.

 

Beasts of no nation

Esse filme é uma produção da Netflix, entre as ótimas produções que ela tem feito (exceto pela parceria com o Adam Sandler, pelo amor). E também é baseado num livro de um autor nigeriano chamado Uzodinma Iweala, que eu não conhecia e fiquei com muita vontade de ler. Mas é um filme pesado, se você ainda não viu, já tenha isso em mente para quando for ver. É pesado talvez porque apesar de ser uma obra de ficção, mostra a realidade de uma guerra. Na verdade conta a história de uma criança, um menino cooptado para lutar em uma guerra, em um país não nomeado da África. Um menino que, de repente, se transforma em um adulto, em um soldado, e se vê obrigado a fazer coisas que nem nos seus piores pesadelos talvez ele o visse fazendo. É uma história real de milhares de meninos no mundo que são obrigados a lutar em guerras que não são suas.

 

A família Bélier

Esse filme francês é do tipo de gênero que tenho quase certeza que é o que eu mais gosto: comédia dramática. Conta a história de uma adolescente que vive com sua família em uma fazenda, onde trabalham todos juntos. A questão é que exceto por ela, todos são surdos e ela é mais ou menos como uma mediadora para os negócios da família. Mas Paula, assim é o nome dela, descobre um talento que tem para cantar, começa a estudar e decide que é isso o que quer para vida, o que implicaria em deixar a família. O filme vai ser sobre todo esse conflito. É um filme muito lindo e confesso que no final saiu uma lagriminha do meu olho, sem querer querendo.

 

Peixe grande

Esse é um filme que todo mundo já tinha assistindo, menos eu. Mas nunca é tarde, né? Se alguém ainda não viu, é sobre um cara que adora contar as histórias de suas aventuras pelo mundo, com uma boa dose de fantasia. Seu filho cresceu escutando todas essas histórias e não gosta nem um pouco, porque ele acredita que nada do que seu pai diz é verdade e por isso nunca o conheceu bem. O filme leva esse nome porque a história mais contada e preferida do homem é sobre um peixe bem grande, com o qual ele teve que brigar por causa de um anel. E é a história que acaba ligando pai e filho. É um filme sensacional, como todos do Tim Burton e me pergunto porque eu não tinha assistido ainda.

 

Sin nombre 

Descobrimos esse filme por acaso, procurando o que ver na Netflix. E que achado! O filme conta duas histórias que em certo momento se encontram e se tornam uma só. A primeira é de um jovem mexicano que faz parte de uma gangue, mas aparentemente já não está tão satisfeito ali. A segunda é de uma jovem de Honduras que com sua família sobe em direção à fronteira com os Estados Unidos, para tentar uma vida melhor naquele país. É um filme muito significativo para nós, latinoamericanos, que muitas vezes ignoramos o que acontece ao nosso redor em relação à questão da imigração, por exemplo. Recomendo muitíssimo.

 

Jeff e as armações do destino

Usando toda minha sinceridade mais uma vez: apenas decidi ver esse filme porque o protagonista é o Jason Segel, que é o ator que faz o Marshall em How I met your mother. Eu tenho uma mania de querer ver as outras séries e filmes que os atores das séries que eu assisto fazem e, como eu disse, só por isso resolvi ver esse filme, porque se eu fosse julgar pelo título… Em português se chama assim, em espanhol é “30 y viviendo en casa”, que é um pouco mais próximo do título original, “Jeff, who lives at home”. Vamos combinar, é um nome meio bobinho e por isso achei que o filme ia ser uma comédia bobalhona, mas que bela surpresa me esperava! O filme é muito mais profundo do que o título e a sinopse sugerem. Tem um pouco de comédia, sim, mas está mais para comédia dramática. Bem, o filme é sobre o destino. Jeff é um cara que acredita no destino e um belo dia ele começa a seguir sinais que acredita ser importantes. De fato, muitas coisas importantes acontecem por causa disso. É daqueles filmes que você acaba de assistir e fica horas pensando nele. Por favor, assistam.

 

Divertida Mente

Alguém ainda não viu esse filme? Pois se não, veja! Entrou para minha lista imaginária de animações favoritas. É tão lindo, tão engraçado e tão verdadeiro ao mesmo tempo, que eu não posso com isso. Para quem não viu ainda, apenas veja esse trailer aqui, que acho que vai dar vontade de assistir. Depois de ver esse filme, só consigo imaginar bonequinhos dentro da minha cabeça, conversando entre eles enquanto eu tenho a impressão que estou perdendo o controle, em certos momentos.

 

Bem, assisti alguns filmes mais durante o ano de 2015, mas alguns não gostei tanto, ou não me marcaram tanto. Vamos fazer esse post ficar menos gigante e terminar por aqui. Quando ver mais alguns filmes legais, tentarei comentar. Se você já viu algum desses citados e quer trocar uma ideia, comenta aí.

 

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3 comentários sobre “Saldo de Filmes #2

  1. Pingback: Saldo de filmes #3 |

  2. Que bom que fez a lista de filmes! \o/
    Você tem fases? Eu tenho. Tem épocas que estou mais para séries. Outras estou mais para filmes, a que estou agora.
    Desses que você citou, vi alguns e gostei bastante também, como As vantagens de ser invisível (estou lendo o livro agora), Peixe Grande e Divertida mente. Me chamaram a atenção os Sin nombre e Beasts of no nation. Entrarão na minha lista de filmes de 2016, rs.

    Vou tomar a liberdade e te indicar alguns também (que de repente já viu e nem gostou, hahaha):
    – O Menino e o Mundo: agora todos vão falar dele (muitos nem o conheciam e nesse aspecto a indicação ao Oscar foi pertinente), e de fato é uma ótima animação. Vários soquinhos no estômago.
    – Relatos Selvajes: Seis (ou sete) histórias independentes são apresentadas durante o filme. Todas mostram o lado mais selvagem do ser humano, quando este se deixa ser guiado pela raiva e irracionalidade. Tem umas histórias que me deram muita raiva da estupidez humana, mas que me lembraram de momentos que agi do mesmo jeito, haha.
    – Me and Earl and the Dying Girl: parece um desses filmes de adorados por adolescentes (e é um pouco), mas me surpreendeu bastante. Gostei da forma como trataram o tema da morte: um adolescente anestesiado em relação a morte (como a maioria) lida com alguém da mesma idade já está tendo que compreender todo o processo na marra. E não há um vínculo romântico (graças aos céus. Chega, né?).

    • Livita! Acho que tenhos essas fases também e no momento tô mais pra séries e documentários mesmo, rs. Mas vou anotar suas dicas pra ver!, ainda não vi nenhum dos que você me indicou! Depois que eu ver, falo o que achei.

      Acho que você vai gostar desse “Sin nombre”, depois me conta também!

      Beijos.

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