28

aniversario_da_irma

Nunca fui muito de comemorar aniversários. Nenhum motivo específico, apenas que até certa idade não era muito fã de comemorações. Não que hoje eu seja uma pessoa super animada para comemorar tudo na vida, mas pelo menos as datas mais importantes acho que merecem um pouco de atenção. Especialmente aniversários. É muito interessante ver o que aconteceu em mais um ano (de vida, de relacionamento, de qualquer coisa) e comemorar aquilo que foi bom. Bem, até o que foi ruim, porque teoricamente serviu de aprendizado.

Também nunca fui muito de ligar para a minha idade. Quando alguém me pergunta quantos anos tenho (acho que é assim para qualquer mulher), sempre vem com um comentário do tipo, “desculpa perguntar”, ou, “sei que não se pergunta a idade de uma mulher”. Mas eu nunca me importei em dizer minha idade e durante a fase meio adolescente, meio adulta, eu tinha até certo orgulho em ser “uma mulher que não esconde sua idade” (claro, eu tinha uns 20 anos). Eu realmente não me importava se estava envelhecendo ou não. Ainda não ligo de contar minha idade para estranhos, mas, sim, agora estou com essa sensação estranha de estar chegando perto dos 30 anos.

“Sarah, como você é exagerada, acabou de fazer 28 e já está pensando nos 30”. É que o tempo voa, gente. E é justamente isso que me deixa essa sensação esquisita. Pensar que parecia ontem que tinha 15, 18, 21. Olhar para o passado e ver outras Sarah’s, muito diferentes da de hoje, mas a mesma ao mesmo tempo.

No dia mesmo do meu aniversário, logo pela manhã, estava a caminho de Bogotá. Dentro do avião veio um pensamento macabro que sempre me vem à mente quando entro num avião, “já pensou se isso cair?”. E por um breve momento fiquei pensando na morte. Pensei que seria muito ruim morrer num acidente de avião, porque eu não teria tempo para processar muito bem o que estava acontecendo, para me preparar. Não sei se é muito exigente pedir que quando chegue o momento de morrer eu possa me despedir de todo mundo e me preparar psicologicamente para isso, se é que é possível alguém estar preparado para a morte. Pensamentos meio sinistros para um dia do aniversário, mas ao mesmo tempo totalmente normais, afinal cada ano a mais é também um ano a menos, certo?

Esses pensamentos logo deram lugar a um sentimento de gratidão por chegar até aqui. Gratidão a Deus, à vida. Apesar dos momentos tenebrosos, é muito bom pensar que a gente sobrevive, que a gente supera muitas coisas. É bom pensar no quanto ainda temos pela frente, enquanto tivermos. A sensação estranha de estar perto dos 30 ainda está aqui, mas vou tentar deixar ela de lado e me focar nos 2 anos que vou viver antes disso, o que não é pouca coisa. E isso, sim, precisa ser celebrado!

 

 

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s