Meu vício em Candy Crush Soda Saga

unnamed

Oi, meu nome é Sarah e eu sou viciada em jogar Candy Crush Soda Saga.

Tudo começou em um momento de tédio. Mente vazia, oficina do diabo, é o que dizem. Pensei: “por que não jogar alguma coisa? O tempo vai passar rápido, eu posso me distrair”. Nunca consumi droga pesada. Vício em vídeogames? Nunca tive. Não conheço nenhum produto famoso ou do submundo. As poucas vezes que consumi foi algo básico, sem pretensões de nada, só pra relaxar um pouco. Jogava Paciência, Sudoku, Tetris, coisas inofensivas, ridicularizadas até pelos consumidores de outros tipos de jogos.

Já havia jogado Candy Crush uma vez, não levei adiante. Chegava um momento em que o jogo não me permitia avançar se eu não pedisse vida para os meus amigos. Não queria incomodar ninguém com meu consumo moderado, perdi a paciência e abandonei o jogo. Nesse momento de tédio lembrei dele e vi que havia outras variações. A que me chamou atenção foi o Candy Crush Soda Saga. É uma mistura de doces explodindo, refrigerante e cupcakes. Instalei o aplicativo no meu celular e comecei, como quem não queria nada além de se distrair. Logo perdi a paciência e desinstalei do celular, mas algo ficou dentro de mim. Uma semente havia sido plantada e aos poucos começou a florescer.

O tempo passou e poucos meses depois me vi novamente em um momento de tédio. Lembrei do jogo e instalei no computador. Comecei a jogar e descobri coisas interessantes, como fases bônus. Se eu completasse 5 fases seguidas, ganhava uma hora de vidas “infinitas”. Se eu juntasse não sei quantos peixinhos, ganhava elementos especiais para o jogo (não me pergunte o que isso tem a ver com doces, acho que o nível de açúcar é tanto que começamos a ver peixes voadores). Em certo momento, minhas vidas acabaram e resolvi instalar novamente o aplicativo no celular só para ver uma coisa rapidão. O que eu previa era verdade: o aplicativo no celular, embora sincronizado com as fases do computador, contava o número de vidas e elementos especiais de maneira autônoma. Quando me dei conta estava alternando entre jogar no computador e no celular. Enquanto jogava em um, recuperava as vidas no outro. Cheguei ao ponto de não falar com alguém enquanto não acabasse determinada fase. Ainda não parei de trabalhar, mas quando trabalho fico pensando se a reserva de vidas já encheu pra eu poder fazer uma pausa e jogar. A bateria do meu celular não dura absolutamente nada. Perco uma hora jogando enquanto poderia colocar minhas leituras em dia. Sonho com combinações de doces coloridos. É praticamente o fundo do poço.

Quero me livrar desse vício que consome meu tempo e meu cérebro, mas preciso de ajuda, por isso estou aqui. Dizem que o primeiro passo é reconhecer o vício. Espero que seja verdade. Um dia de cada vez.

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s