Deus da Chuva

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Tem momentos em que a gente não está a fim de fazer nada. Nada mesmo. Eu sei que em alguns dias, se fosse possível ficar deitada o dia inteiro dormindo ou olhando para o teto, eu ficaria. É só preguiça. Preguiça das pessoas, dos problemas, do mundo. Fiquei assim essa semana e com preguiça até do blog, por isso não dei as caras por aqui, não estava a fim. Mas resolvi aparecer hoje porque tinha separado a citação dessa semana, que acho muito apropriada para esse momento.

Aliás, essa citação é de um dos livros da série O Mochileiro das Galáxias, que tem várias críticas atemporais. O livro é o quarto da série –  “Até mais,e obrigado pelos peixes!”. A edição que eu tenho é da Editora Arqueiro, de 2009. Infelizmente não sei indicar a página para vocês. Como contei na minha primeira citação aqui, são trechos de livros que anoto nos meus diários e só há pouco tempo adquiri o costume de anotar as referências. Um erro, eu sei. Mas, gente, eu nunca havia pensado em compartilhar esses trechos por aqui, então vocês hão de me desculpar.

Acho muito interessante esse trecho de hoje, porque fala sobre distorcer informações. No contexto do livro era sobre o governo em relação aos repórteres (poderíamos entender a mídia). Mas no contexto atual acho possível pensar em como a grande mídia (muitas vezes atendendo aos interesses dos governos) faz exatamente isso aí citado com a gente. Vejam se vocês concordam comigo.

Era uma coletiva de imprensa.

“Receio não poder mencionar o nome Deus da Chuva no momento. Acreditamos que seja um exemplo de um Fenômeno Meteorológico Paracausal Espontâneo”.

“O senhor pode nos explicar o que isso significa?”

“Ainda não sei ao certo. Mas sejamos francos: quando encontramos alguma coisa que não compreendemos, gostamos de chamá-la usando um nome que vocês também não possam compreender e, de preferência, sequer consigam pronunciar. Digo, se deixássemos vocês saírem por aí chamando o sujeito de Deus da Chuva, ia parecer que vocês sabem de alguma coisa que nós não sabemos, o que seria totalmente inadmissível.

Então, não, primeiro temos que encontrar um nome que deixe bem claro que isso é coisa nossa e não de vocês. Depois damos um jeito de provar que ele não é nada do que vocês disseram e sim aquilo que dissemos que é.

Para terminar, mesmo que vocês estejam corretos, ainda assim estarão errados, porque diremos que ele é… ah… “Sobrenormal” – não paranormal ou sobrenatural, porque vocês acham que sabem o significado destas palavras, não, será um “Indutor de Precipitação Incremental Sobrenormal”. É bem provável que alguém consiga encaixar um quasi aí no meio, por precaução. Deus da Chuva. Bolas, nunca ouvi uma coisa tão absurda em toda minha vida. Óbvio, contudo, que vocês não vão me pegar saindo de férias com o sujeito.

(Até mais, e obrigado pelos peixes! – O Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams)

É ou não é atual? Por exemplo, ao invés de chamar de “golpe parlamentar”, eles podem chamar de “impeachment”.

Bom fim de semana para vocês! Semana que vem eu apareço por aqui. Eu acho.

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