Falação desenfreada

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Oi! Hoje quis vir aqui falar desenfreadamente sobre temas diversos. Já faz dois meses que fiz isso e acumulou um assuntinhos pra fofocar. Então vamos fofocar.

Hoje é Halloween. Sei que no Brasil não comemoramos essa data, mas aqui na Colômbia, sim. Vemos pessoas fantasiadas por aí, o que particularmente acho muito divertido. Também acontecem umas festas, mas eu não fui em nenhuma, quem sabe no próximo ano. E, sim, as crianças passam nas casas pedindo doces. Hoje fiquei esperando as criancinhas aparecerem aqui fantasiadas pedindo doce na minha porta, mas até agora não veio nenhuma. O que pode significar que meu espírito antissocial ultrapassa os limites do visível e espanta a todos que se aproximem de mim sem que eu precise fazer nada, ou significa que as crianças estão meio preguiçosas. Como eu não conheço nenhuma criança preguiçosa, sou obrigada a ficar com a primeira opção. O que vou fazer com um monte de bala que tem aqui? Comer, provavelmente. Enquanto reflito sobre se devo começar a me socializar com mais pessoas ou se minha vida está boa assim, cercada de livros e séries. Difícil decidir isso, né?

Por falar em ser antissocial, eu quero reclamar do meu vizinho bebê. “Ele é só um bebê, Sarah”. Sim, muito bonitinho, mas que chora o dia inteiro. Não estou mentindo. Agora, por exemplo, ele está chorando e só Deus sabe o porquê. Já percebi que quando vão dar banho nele o choro é mais alto, desesperado e intenso (eu não precisaria saber esses detalhes, mas é impossível não escutar). Nesses momentos eu sinto um pouco de pena dele e tento não me irritar, porque acho que banho pode ser mesmo traumatizante pra um bebê. Mas no restante do dia… me desculpem os pais e futuros pais que lerem isso, sei que deve ser chato pra caramba alguém reclamando do choro do seu filho, porque não é que os pais também gostem de ver um filho chorando, eu entendo. Mas é o dia inteiro, por qualquer motivo. O DIA IN-TEI-RO. Eu só queria reclamar disso.

Além de tudo eu estou com TPM, o que torna impossível a tarefa de não reclamar de alguma coisa.

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Estou meio em estado de choque desde que acabei de assistir a série Black Mirror. Se vocês não conhecem eu tenho que dizer: vocês têm que assistir! Eu não gosto de falar o que os outros têm que fazer ou não, mas essa série, meus amigos… sério. Não vou falar muito sobre ela agora, porque em breve vou comentar sobre as últimas séries que vi e estou vendo. Mas, basicamente, é uma série sobre um futuro não muito longe de nós, onde os avanços tecnológicos são positivos e negativos na mesma proporção. A série é bem curtinha, as duas primeiras temporadas têm 3 e 4 episódios e a terceira (lançada há poucas semanas) tem 6 episódios. Cada episódio é uma história diferente, o que talvez anime os menos empolgados com o formato de séries a assistir, são como curta metragens. Foi uma amiga que me recomendou essa série com um aviso de que poderia ser um pouco chocante. De fato, quase parei de ver logo no primeiro episódio, que achei bem impactante (um pouco pesado também, não é uma série para crianças). Mas não consegui parar de ver. Se vocês quiserem saber mais sobre a série, recomendo a publicação do site Literatortura sobre 5 razões para assistir Black Mirror e essa entrevista recente com o diretor da série. Enfim, tô assim, pensativa sobre os assuntos que apareceram lá e com um pouquinho de medo do nosso futuro.

Não sei, fico pensando que num mundo totalmente tecnológico eu sequer sobreviveria. Gente, eu sou o tipo de pessoa que mantém diários escritos à mão. Eu gosto de cartas que chegam pelos Correios. Eu preciso de papel e caneta pra ser feliz, além de livros impressos. Eu realmente não sobreviveria…

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Resolvi fechar minha conta no Twitter. Não é por causa de Black Mirror, mas é um pouco por uma certa paranoia minha em relação às redes sociais e as informações que depositamos na internet. O que o Twitter tem a ver com isso? Nada especificamente. É só mais uma rede social. Mas eu decidi manter as poucas que realmente uso no momento, que são: Instagram e Facebook. Tá bom, né? Considerando que ainda existe e-mail, Whatsapp, Skype e esse blog para eu me comunicar com as pessoas. Acho que tá bom demais da conta.

Vocês não param pra pensar na quantidade de informações que oferecemos sobre nós mesmos nas redes sociais e para onde vão essas informações? Às vezes eu realmente me acho um pouco paranoica, mas não consigo evitar. Então resolvo minha paranoia compartilhando o menos possível de informações sobre mim (embora seja inevitável compartilhar muitas coisas!) e uma maneira que encontrei para isso é não ter um milhão de redes sociais.

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Por falar em ser antiquada, faz pouco tempo descobri um negócio chamado “diário em tópicos”, que nada mais é do que uma agenda que você mesmo faz em um caderno qualquer, para organizar seu dia-semana-mês-ano-trabalho-compromissos de um jeito diferente, porque você organiza como quiser e pode fazer umas coisas bonitinhas, lembrando das suas agendas de adolescente. Na verdade você pode usar essa ideia para fazer qualquer tipo de planejamento ou organização, inclusive da sua saúde emocional, como mostra esse post aqui. (Eu achei muito boa essa ideia de saúde emocional.)

Aí eu quis fazer, porque eu sou a louca dos cadernos. Mas me desanimei quando perguntei pra mim mesma: qual a diferença disso pra uma agenda comum? A diferença é que eu vou ter muito mais trabalho montando todo esse planejamento, enquanto posso comprar uma agenda como uma pessoa normal faria. Mas depois me animei de novo quando me perguntei: “mas não é uma boa chance para se organizar?”. Gente, eu sou uma pessoa desorganizada. Não desorganizada do tipo “minha casa vive de pernas pro ar”, mas do tipo: “nossa, eu achei que conseguiria fazer essas 2957 coisas em meia hora e não deu certo, agora estou atrasada, por que será?”. Eu preciso me organizar urgentemente. Então pensei que poderia ser uma boa oportunidade pegar um caderno, sentar e organizar meu tempo e minhas tarefas. Vou conseguir? Não sei. Mas vou tentar. Então comprei um caderno e vou tentar fazer um “diário em tópicos”, ou “bullet journal” (o nome famoso dele em inglês) para controlar melhor minha vida. No futuro eu conto se deu certo ou errado.

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Eu amo cachorros, com todo meu coração. Daí tem um cachorro que mora aqui na rua, perto da minha casa. Ele está com um tumor na cara. Eu não sei o que é, ele tem uma massa aí, uma bolota na cara. Só de olhar pra ele meu coração derrete e eu tenho vontade de chorar. Outro dia, voltando pra casa resolvi fazer carinho nele. Sei que as pessoas dão comida pra ele, mas acho que ninguém dá carinho, então parei pra fazer carinho nele. Ele se assustou no começo, eu também, achei que ele fosse me morder. Mas eu queria fazer carinho nele. Depois do susto inicial, ele veio pro meu lado, com o rabinho a mil por hora, muito feliz por receber carinho de uma desconhecida. Eu quis chorar, quis trazer ele pra minha casa e cuidar dele. Consegui ver bem o rosto do pobrezinho e na parte que tem o tumor estava sangrando um pouco, acho que ele sente dor. Voltei pra casa triste por deixar ele na rua. Mas eu moro num lugar minúsculo e não tenho dinheiro pra levar ele no veterinário, provavelmente ele vai precisar de uma cirurgia.

Daí eu e o Cris entramos em contato com duas ONGs daqui de Cartagena, pra ver se elas poderiam fazer algo, ou pelo menos indicar algum veterinário que tivesse a boa vontade de atender o cachorrinho de graça. Isso foi nesse fim de semana, estamos esperando uma resposta. Se a gente conseguir algum veterinário que o atenda, eu vou cuidar dele até ele ficar bom e depois procurar alguém que o adote, porque infelizmente não posso manter ele aqui. Mas desde então só penso nesse cachorro. Se eu tivesse dinheiro, não pensaria duas vezes em pegar ele, levar pra uma consulta, fazer exames, cirurgia, o que for necessário… mas eu não tenho e é nessas horas que eu lamento ser pobre. Isso realmente tem me deixado triste esses dias.

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O blog Nossa América Latina está um pouco lento (percebam, essa é uma das coisas que eu preciso organizar, porque está sendo deixada de lado por causa das inúmeras tarefas diárias). Mas desde a última vez que comentei sobre ele aqui, tem três postagens novas. A primeira é uma playlist de músicas que o Cristian fez, de salsa velha. Vocês podem ler e ouvir clicando AQUI, modéstia à parte, está bem legal! A segunda publicação é umas fotos de belas memórias de duas viagens que fiz ao Chile, em 2013 e 14, vocês podem ver AQUI. E a terceira é sobre um parque daqui de Cartagena chamado “Espíritu del Manglar” (Espírito do Mangue), é um parque feito no meio de um manguezal, vocês podem ler e ver as fotos clicando AQUI.

Em breve vamos atualizar e vou tentar que no próximo ano sejamos mais frequentes nas publicações, por enquanto está um pouco complicado.

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Acho que levei a sério a coisa da falação. Vou parar por aqui. Até a próxima!

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2 comentários sobre “Falação desenfreada

  1. Pingback: 2016, ano de trevas! |

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