Eu odeio lidar com burocracia! (E outras histórias)

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Oi, gente.

Eu não consigo ser uma pessoa organizada na vida. Estou tentando, mas meu jeito de ser não me deixa. Querem um exemplo? Eu decidi organizar todas as coisas relacionadas aos blogs e fiz um planejamento (sério!) do que eu pretendia publicar em cada semana. Só que assim, se eu não estou no clima para fazer alguma coisa, simplesmente não vou fazer. Hoje, por exemplo, eu ia publicar outra coisa, mas não estou a fim. Estou no clima de sentar e começar uma falação desenfreada sobre coisas aleatórias e sem valor algum pra vocês, então aqui estou com esse post. Eu tento repreender a mim mesma e digo: “Sarah, a vida não é assim, você precisa ser organizada, seguir seu esquema independentemente de estar a fim ou não”, mas não me convenço. Respondo pra mim mesma: “a gente já faz tanta coisa sem estar a fim, você não pode simplesmente me deixar em paz?”. Não é fácil estar dentro da minha cabeça, gente.

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O mês de janeiro praticamente foi para resolver questões burocráticas. Não ando gritando aos sete ventos sem parar, porque gosto de manter minha privacidade o máximo que posso, nesse mundo de redes sociais, mas eu vou me casar, muita gente já sabe. Vou me casar bem casadinho, com um papel assinado e tudo. Pausa aqui, tive que rir agora, porque gostaria eu que fosse só um papel assinado. Não é. Casar no civil é burocrático demais e se você vai se casar com um estrangeiro, como é meu caso, triplique a burocracia.

O caso é que eu odeio lidar com burocracias. Odeio com todo meu coração organizar documentos, ir em cartórios, buscar assinaturas e carimbos, não sei quantas vias de não sei quantas coisas. É enlouquecedor! Principalmente quando não tem muita informação disponível sobre o que fazer. Acho que ninguém gosta de lidar com burocracias, na verdade. Mas eu realmente não lido bem com nada disso, fico extremamente estressada. Nessa situação específica do casamento minha preocupação era ainda maior, porque se desse algo errado com os documentos do Cristian ia ser um pouco difícil resolver a tempo, então além de estressada eu estava ansiosa. Foram dias corridos e cansativos, mas no final deu certo. Ou melhor, até agora deu certo, porque o final vai ser quando a gente assinar o último papel que diz: “tejam casados aí de boa”. Oremos para que nada dê errado.

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Estou em São Paulo e é sempre bom estar com minha família. A Baleia, particularmente, está muito feliz com minha presença, já que eu deixo ela fazer tudo o que quer. Não é certo fazer isso, eu sei. Mas fico tanto tempo longe dela, que não resisto em mimá-la quando posso. São Paulo está chuvosa e a temperatura não está o que nós poderíamos chamar de verão. Mas OK, o que eu não suporto mesmo é o frio desgracento e, felizmente, estamos livres dele.

Estar em São Paulo é sempre uma mistura de sentimentos. Já comentei aqui sobre minha relação de amor e ódio com essa cidade. Continua a mesma coisa. Mas se tem algo que é realmente detestável é perder tanto tempo no trânsito. Me desespera esses longos deslocamentos, com um trânsito ruim, me dá uma agonia perder horas da minha vida dentro de um ônibus. Isso é bem triste.

Esse blog sempre me surpreende. Esses dias estava olhando a movimentação dele, os posts mais acessados e tal. Descobri que minha teoria trágica e cheia de imaginação sobre porque a musiquinha do gás é tão triste, é uma das publicações mais acessadas! Pra vocês terem uma ideia, só em janeiro ela já foi visualizada 67 vezes (até agora)! Eu fico cheia de curiosidade pra descobrir o que traz as pessoas a esse texto, o que será que elas procuram no Google pra chegar aqui? De vez em quando aparece alguma referência de busca tipo “musiquinha do gás”. Vejam vocês, o mistério da musiquinha do gás é algo que deixa todo mundo intrigado.

E se eu contar para vocês que existe mais um mistério relacionado ao carro do gás, além da musiquinha triste? Aqui na minha rua, quando o gás passa com sua musiquinha, vários cachorros ficam uivando junto com a música, como se estivessem se comunicando, ou algo do tipo. A Baleia, por exemplo, sempre faz isso. Tenho uma teoria sobre esse fenômeno, mas vou compartilhar com vocês em outro momento.

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Tô com preguiça de viver. Não quer dizer que quero estar morta. Quer dizer que quero não fazer nada da vida além de respirar, deitada, olhando pro teto. De vez em quando lendo, de vez em quando vendo uma série ou um filminho. É pedir demais?

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Por falar em livros, estou já no terceiro do ano. Estou lendo Emma, que é o livro de fevereiro do desafio de leitura. Sei que janeiro ainda não acabou, mas se eu fosse começar outro nessa última semana, não ia conseguir acabar e iria me atrasar. Prefiro estar adiantada. Antes dele estava lendo o livro “Os quatro amores”, do C. S. Lewis e sofrendo um pouco com as passagens machistas. Eu gosto muito do C. S. Lewis e de tudo o que ele escreve, por isso esse sofrimento ao ler ele falando umas coisas tão nada a ver. Ah, OK, vamos considerar o contexto em que ele escreveu e tudo mais, mas não consigo evitar meu sofrimento. Eu queria falar mais sobre esse livro, mas tô com preguiça agora. Acho que vou escrever sobre ele para o Beco das Palavras, então aviso aqui quando fizer isso, assim me poupo trabalho, pode ser? Então tá.

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Tô com preguiça de continuar com as “outras histórias”, então vou parar por aqui. Me contem, como vão vocês? O que estão fazendo, lendo, ouvindo, etc. e tal.

Abraços.

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Um comentário sobre “Eu odeio lidar com burocracia! (E outras histórias)

  1. Sou exatamente assim, fazer planos nao é comigo.Me dispus a escrever o referencial teorico do meu artigo e terminei o dia lendo contos do Flaubert. Tem horas que cansa msm.

    MAs vai uma dica, procura no face grupos sobre casamento com estrageiros, muita gente se dispoe a ajudar sobre documentaçao. Na irlanda o pessoal sempre parava pra explicar o que precisava e quanto tempo levava a burocracia. Com certeza tem alguém que vai te ajudar lá.

    E entendo a sua relação com SP, eu tenho um caso de ódio com Brasília (pq ainda estou procurando onde está o amor na relação) e principalmente com a Baleia, faço o msm com a Akita, ela gruda em mim e eu nela, não resisto quando ela vem pedir pra coçar o buchinho dela rs.

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