Saldo de Filmes #4

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Oi, pessoal!

Chegou um dos meus momentos preferidos, de falar sobre o que eu tenho assistido por aí ultimamente. Sobre filmes, especificamente, já faz alguns meses desde a minha última publicação, então resolvi atualizar a lista. Tenho visto um pouco mais de filmes ultimamente, porque resolvi realmente assistir o que está na minha lista da Netflix e não apenas ficar acumulando títulos (hehe). Ao cinema faz muito tempo que não vou, esses filmes de super-heróis não me chamam nem um pouco a atenção e agora que tem aparecido alguns interessantes, eu estou sem tempo de sair. Então vou falar só dos que tenho visto pela Netflix mesmo, OK? Também não vou falar de todos que vi nos últimos meses, porque realmente assisti muitos, resolvi escolher alguns que mais me impressionaram para o bem ou para o mal.

Como sempre, quero repetir que eu não sou crítica de cinema, não pretendo ser, não quero fingir que sou. Esse post é apenas para compartilhar um gosto, uma opinião e trocar uma ideia com quem já viu e/ou quer ver esses filmes, certo? Então vou parar de enrolar, porque são muitos.

 

Philadelphia

Coloquei esse filme na minha lista meio despretensiosamente, apenas por causa da sinopse que me interessou. Mas valeu a pena demais, ouso dizer que foi um dos melhores filmes que vi nos últimos meses. Esse é um filme de 1993, que conta a história de um advogado que trabalhava para um escritório importante de advocacia, mas foi demitido por ter AIDS. Ele decide lutar pelos seus direitos e processar esse escritório. “Ah, Sarah, a sinopse não parece assim grande coisa”. Talvez não, mas acreditem em mim: vale a pena assistir esse filme. Um dos motivos que faz valer a pena é a atuação MA-RA-VI-LHO-SA do Tom Hanks. Acho que eu nunca tinha visto um filme com ele que eu tenha ficado tão impressionada com sua atuação, ele está realmente incrível! O outro protagonista é o Denzel Washington, ator que eu também gosto muito. Bem, além dessas atuações, é interessante pensar no assunto do filme mesmo. Imaginem, se hoje seria um tema polêmico, quem dirá em 1993! O filme fala sobre homofobia, sobre homossexualidade, sobre AIDS, sobre preconceito. Pelo que li, foi um dos primeiros filmes de Hollywood a falar sobre todos esses temas. Embora possam existir críticas a respeito de como esses temas foram abordados em alguns momentos do filme, acho que para a época foi um filme bastante pioneiro e extremamente importante. Infelizmente eu não encontrei o trailer legendado no Youtube, mas vou compartilhar mesmo assim, pra quem entende um pouquinho de inglês e acho que pelas cenas dá para ter uma ideia, mesmo sem entender.

 

Bienvenue à Marly-Gomont (Bem-vindo a Marly-Gomont)

Esse é um filme no estilo que eu, particularmente, gosto muito: uma comédia dramática, ou um drama cômico. É inspirado em uma história real, de um médico, Seyolo Zantoko, que após se graduar em uma importante universidade da França, decide aceitar a oportunidade de exercer sua profissão em uma cidadezinha, a fim de conseguir a cidadania francesa e não voltar para seu país de origem, o Zaire, que naquele momento enfrentava uma complicadíssima situação política. Ele se muda, então, com sua família para essa cidade onde só há pessoas brancas e extremamente racistas. A família tem que lidar não apenas com o choque cultural, mas com essa desconfiança em relação à capacidade do médico e, obviamente, com o racismo. Toda essa história é contada de uma maneira cômica, há cenas realmente engraçadas, e claro que isso não impede que esses temas importantes sejam abordados, porém, toda essa comédia me pareceu minimizar um pouco o grande conflito do racismo ali presente, os próprios sentimentos do médico Zantoko, que parece estar sempre de bem com a vida, apesar de ter que se adaptar em um lugar tão diferente e lidar com pessoas tão hostis. Sei lá, foi minha impressão, depois vocês me contam o que acharam, se assistirem. Mas eu gostei do filme mesmo assim e por isso recomendo. Vejam o trailer legendado abaixo:

 

Hotel Rwanda 

Esse é um daqueles filmes que todo mundo já tinha visto, menos eu. Resolvi não prolongar isso por mais tempo. Mas se você é como eu e está atrasado também, te conto pequeno resumo: o filme é baseado na história real de Paul Rusesabagina, na época, gerente de um grande hotel, que salvou 1268 pessoas durante o conflito entre as etnias hutu e tutsi (na Ruanda), que resultou no chamado Genocídio de Ruanda, em 1994. Ele abriu o hotel a refugiados (entre os quais estava sua própria família) e os manteve ali durante alguns meses, posteriormente conseguindo transportar essas pessoas a um campo de refugiados. O filme é uma leitura interessante do contexto político e social daquela época, mas é principalmente uma homenagem a esse homem que arriscou sua própria vida para salvar outras pessoas. Vale a pena conhecer essa história. Vejam o trailer legendado abaixo:

 

Todo sobre mi madre (Tudo sobre minha mãe)

Um dos meus objetivos como pessoa que gosta de filmes é assistir tudo o que o Almodóvar já fez. Eu gosto dos filmes dele. Esse estava na minha lista de próximos e assisti já sabendo a história, mas não foi menos interessante por isso. O filme começa com Manuela perdendo seu único filho em um acidente no dia do seu 17º aniversário. Totalmente abalada, ela resolve sair da cidade atrás do pai do seu filho (que não sabe que tem um filho), que é uma travesti. Nesse caminho, a vida dela muda totalmente de novo. Esse filme também aborda alguns assuntos bem importantes e polêmicos, mas de uma maneira mais sutil. A questão não é se o pai é travesti, ou a questão da AIDS que aparece, o ponto principal são as relações, são as pessoas. Eu acho isso sensacional. Vejam o trailer abaixo em espanhol (não encontrei legendado):

 

Freedom Writers (Escritores da Liberdade)

Esse é mais um filme que todo mundo já tinha visto, menos eu. Ele também é baseado em uma história real e de fato é muito próximo da realidade de muitos professores. Aliás, acho que qualquer professor se identifica um pouco com a personagem Erin Gruwell (interpretada pela maravilhosa Hilary Swank – eu amo ela!). A história é sobre essa professora, que chega para lecionar para alunos em um contexto de violência e hostilidade, em uma escola que não está muito preocupada em lidar com essa situação. É um filme realmente inspirador, especialmente para quem acredita que mudanças reais podem vir da educação. Vejam o trailer legendado abaixo:

 

Palmeras en la nieve (Palmeiras na neve)

Esse filme espanhol é baseado em um livro com o mesmo nome, de Luz Gabás. Nunca li o livro e não sei se fiquei com vontade de ler após assistir o filme e já falo o porquê. O filme conta uma história de amor entre um colonizador espanhol, Kilian, e uma mulher negra descendente de escravizados, Bisila. Kilian sai de sua casa nas montanhas geladas de Huesca (Espanha), para ir trabalhar nas plantações do pai no lugar que seria hoje a Guiné Equatorial. Lá ele conhece Bisila, os dois se apaixonam, mas, obviamente, não podem ficar juntos. Muitos anos depois, a sobrinha de Kilian decide ir atrás desse passado, da história de seu tio e sua família, por isso viaja à ilha, onde vai descobrir muitas coisas que nunca foram reveladas. O filme é visualmente muito bonito, as fotografias, as paisagens que aparecem e tudo isso, mas a história não me conquistou e por isso eu disse que não fiquei com muita vontade de ler o livro. Me incomoda profundamente a romantização de algo violento como foi a colonização (em qualquer país) e essa história traz bastante disso. Para além dessa questão, o filme é muito longo! São 163 minutos que desanimam um pouco. Mas como eu sempre acho que as pessoas têm que assistir para decidir se gostam ou não, e como sei que o que é chato para mim pode ser legal para vocês, resolvi comentar sobre ele e deixo abaixo o trailer legendado:

 

Race (Raça)

Imagine um atleta negro competindo e ganhando nos Jogos Olímpicos da Alemanha nazista. Agora, se você ainda não conhece essa história, saiba que isso realmente aconteceu! Jesse Owens foi o atleta que praticamente sambou na cara de Hitler e sua história é interpretada nesse filme. O filme começa em 1933, quando Jesse é admitido na Universidade de Ohio – um dos pouquíssimos estudantes negros – e entra para o time de corrida. Ele é muito talentoso e habilidoso e por isso chega às Olimpíadas, que em 1936 foram realizadas na Alemanha, sob um regime nazista. Mesmo sendo incentivado a boicotar os Jogos Olímpicos, o atleta decide ir e competir, o que não deixou de ser um posicionamento político para mostrar que essa coisa de supremacia branca não existe. É uma história incrível e acho que o filme conseguiu contá-la muito bem. Vejam o trailer legendado:

 

The Switch (Coincidências do Amor)

(AVISO DE SPOILER) Eu sinto que preciso me justificar por ver um filme como esse. Sei que não preciso realmente, mas quero. Então: 1 – eu amo a Jennifer Aniston e assisto tudo o que ela faz, 2 – gosto de ver uns filminhos água com açúcar na época da TPM. Dito isso, quero agora dar minha opinião sincera sobre esse filme: que horroroso! A sinopse diz que Kassie (a personagem da Jennifer Linda Aniston) decide ter um filho, ela não é casada, nem tem namorado, então decide ser mãe solo mesmo, planeja uma inseminação, escolhe o pai da criança e faz uma festa, bem no estilo hippie para consumar o ato. Para a festa ela convida seu melhor amigo, Wally, que não está muito feliz com a decisão dela de ter um filho, mas vai lá apoiar a amiga. Ele fica bêbado na festa da inseminação, acaba destruindo o “material coletado” e se vendo nessa situação, substitui o sêmen perdido pelo seu próprio. Bem, eu não vou nem me preocupar em não dar spoiler, porque preciso comentar o quanto achei essa história ridícula. Minha leitura do filme foi: o melhor amigo da Kassie sempre foi apaixonado por ela, mas não foi retribuído e colocava a si mesmo na “friendzone”, o que nós sabemos é algo que não existe, criado na cabeça dos homens que não suportam serem rejeitados. Ela vive a vida dela feliz e independente, tanto que decide ter um filho sozinha, já que o sonho da vida dela é ter um filho. Ele, todo mimimizento, certo de que isso acabaria com todas as chances imaginárias que ele teria com ela, fica com raiva e corta relações. Mas após receber o convite para a festa de inseminação, decide ir levando todo seu mau humor. Lá ele fica bêbado e decide que pode brincar com a decisão da amiga, literalmente, e por isso joga fora o sêmen que deveria ser inseminado. Não contente, ele decide que a melhor coisa pra resolver isso é o que? Sim, forçar a amiga a ter um filho dele, substiuindo o material perdido pelo próprio sêmen. Ele convenientemente “esquece” que fez isso até que anos depois a amiga, que havia se mudado, volta com a criança e começa a se envolver com um cara. Então ele decide contar para ela tudo o que aconteceu, os dois ficam juntos e são felizes para sempre… mas, rapaz, um cara que faz tudo isso só pode ser o que? Um psicopata, claro. Mas vendem como uma historinha de amor. Vocês já viram esse filme? O que acharam? Deixo aí o trailer para se alguém tiver um pingo de interesse:

 

Precious (Preciosa)

Esse foi um drama que eu vi faz pouco tempo e me deixou com um nó garganta até hoje. É um filme pesado, conta a história de uma adolescente – a Preciosa – que tem sua vida marcada por abusos de seus pais. Ela frequenta a escola, mas não sabe ler nem escrever e quando a diretora descobre que ela está grávida pela segunda vez (fruto de estupro de seu próprio pai), a expulsa da escola e a encaminha para uma escola alternativa. É aí que a vida de Preciosa começa a mudar um pouco, mas não é fácil e nem acaba como os contos de fada. É um filme trsite, mas com uma história dessa não tem como não ser. O filme é baseado em um livro chamado Push (que foi traduzido no Brasil como o nome do filme, “Preciosa”), da escritora Sapphire. Vejam o trailer abaixo:

 

Requisitos para ser una persona normal (Requisitos para ser uma pessoa normal)

Esse é um dos filmes meio água com açúcar que eu gosto de assistir de vez em quando. Li a sinopse e achei que seria bonitinho, assisti e de fato é um filme divertido. Não achei aquela coisa de: “nooossa, que filmão, muito legal, maravilhoso”, não, mas é divertido e bonitinho. É um filme espanhol, que conta a história de uma jovem mulher, a Maria de las Montañas, que está desempregada e por isso precisa voltar para a casa da sua mãe. Ela não se encaixa muito bem nos padrões de onde se espera que uma pessoa na idade dela deva estar (trabalhando, casada, com filhos) e decide que vai se tornar uma pessoa normal. Então ela faz uma lista do que ela considera que é uma pessoa normal. Para ajudá-la a alcançar esse objetivo, ela conta com seu amigo, Borja, que também não se encaixa em nenhum desses padrões, mas seu objetivo principal é perder peso. Eles fazem um trato: ele a ajuda a ser uma pessoa normal, ela o ajuda a emagrecer. Parece uma história boba, mas na verdade aborda uns assuntos presentes na vida pessoas que talvez tenham a minha idade (uns 30 anos) e se veem na mesma situação da Maria de las Montañas. Vale a pena assistir porque além de tudo ele é esteticamente muito bonito, as cores, os estilos e tudo mais. Vejam o trailer abaixo (infelizmente não encontrei legendado):

 

LuTo – Luisa e Tomás

Esse é um filme mexicano que fala sobre um relacionamento (entre Luisa e Tomás), desde o início até o final. A história intercala cenas do passado e do presente, mostrando como eles se conheceram e como tudo chegou ao ponto crítico em que está. Achei interessante porque não é uma história contada por um narrador, nem por eles mesmos, nós vamos conhecendo o que aconteceu por meio das cenas. É um filme meio alternativo e tem uma trilha sonora muito legal. Eu, particularmente, gostei. Vejam abaixo o trailer em espanhol, não consegui achar ele legendado:

 

Bem, esses foram os filmes que eu quis destacar entre os que vi nos últimos tempos. Vocês já assistiram algum desses? O que acharam? Se tiverem dicas de filmes que acham que eu possa gostar, comenta aí.

Um abraço!

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Um comentário sobre “Saldo de Filmes #4

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