“Você está aqui”

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Oi, pessoas.

Faz um tempinho que não compartilho citações com vocês. Eu tinha prometido fazer isso todo início de semana, mas não consegui cumprir (me desculpem!). Não vou prometer de novo porque por enquanto estou meio bagunçada, mas já tenho várias citações para compartilhar com vocês. Aproveitei que vim ao Brasil para mexer nos meus diários anteriores, porque eu sempre anoto neles trechos de livros que estou lendo e acho interessantes, então escrevo para reler depois, em outro momento da vida.

Hoje decidi aparecer com uma citação de uma leitura do ano passado. Vamos considerar uma reflexão para a semana (rs). É um trecho pequeno do livro “O Restaurante no Fim do Universo”, da série O Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams. Não sei informar o número da página por motivos que vocês já sabem, mas a edição do livro é da Editora Arqueiro, de 2009.

O Universo, como já foi dito anteriormente, é um lugar desconcertantemente grande, um fato que, para continuar levando uma vida tranquila, a maioria das pessoas tende a ignorar.

Muitos se mudariam, felizes, para qualquer outro lugar menor que fossem capazes de criar, e na verdade é isso que a maioria dos seres faz.

Por exemplo, num canto do Braço Oriental da Galáxia fica o enorme planeta Oglaroon, totalmente coberto por florestas. Toda sua população “inteligente” vive permanentemente dentro de uma nogueira, razoavelmente pequena e incrivelmente lotada. É nessa árvore que eles nascem, vivem, se apaixonam, entalham minúsculos artigos na casca da árvore especulando sobre o sentido da vida, a futilidade da morte e a importância do controle de natalidade, combatem as poucas e minúsculas guerras, e por fim morrem pendurados sob as ramagens de um dos galhos mais inacessíveis.

Na verdade, os únicos oglaroonianos que saem dessa árvore são aqueles que são banidos pelo abominável crime de imaginar se alguma das outras árvores poderia ser capaz de sustentar vida, ou até mesmo pensar se as outras ávores são algo além de ilusões provocadasa por ingestão excessiva de oglanozes.

Por mais peculiar que esse comportamento possa parecer, não há uma única forma de vida na Galáxia que não possa ser acusada, de algum modo, dessa mesma coisa, e justamente por isso é que o Vórtice da Perspectiva Total é tão horripilante assim.

Quando você é posto no Vórtice, tem um rápido vislumbre de toda a inimaginável infinitude da criação, e no meio disso, em algum lugar, há um marcador minúsculo, um ponto microscópico colocado sobre outro ponto microscópico dizendo “Você está aqui”.

(O Restaurante no Fim do Universo – Douglas Adams)

Não estamos sozinhos no mundo. Nosso umbigo não é o centro do Universo. Não faz mal nos recordarmos sobre onde estamos, de vez em quando.

Boa semana para vocês!

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