Umas falações aí…

 

Aviso: hoje haverá uma falação desenfreada por aqui.

Não tá muito fácil viver nesse mundo, né gente? Cada notícia que eu vejo é um balde a mais de desânimo em cima de mim. Tô com preguiça de viver. Não, isso não significa que eu quero morrer, não priemos cânico, como diria o Chapolim. Mas, sei lá, às vezes dá vontade de ficar eternamente deitada, olhando pro teto enquanto o mundo explode lá fora.

Vou ser sincera, tem dias que eu entro em uma bolha totalmente. Sequer leio notícias, ou ligo a televisão e evito bastante entrar no Facebook, pra não ver os comentários sobre tudo o que acontece no Brasil, na Colômbia e no mundo. Nesses dias simplesmente passo trabalhando, fazendo minhas tarefas sem importância do dia a dia. Me arrependo disso? Não. São momentos em que eu me sinto bem, psicologicamente falando. Mas não consigo escapar  por muito tempo da realidade. Eu me faço voltar pra ela, porque falo para mim mesma: “nossa, que bom que você pode entrar numa bolha de vez em quando. Tem gente que não pode se dar a esse luxo, porque a vida dela literalmente depende de sair e encarar o mundo lá fora”.

Acho que o mundo sempre foi ruim como está hoje, mas depois de adultos é que a gente consegue perceber isso de verdade. Nos últimos meses eu sinto que cada coisa que a gente faça para uma mudança, no fim, não muda nada. Eu sei que não é verdade, a História está aí para provar, mas que de vez em quando bate um desânimo gigantesco, bate sim.

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Já que falei do Facebook, não é uma rede social que eu tenho entrado muito e é provável que cada vez eu entre menos. Estou tentando me organizar  de uma maneira que eu consiga ter tempo para escrever mais (não exatamente aqui para o blog), ler mais e estudar mais. Por pouco que eu entre nas redes sociais, elas ainda são algo que me distraem em muitos momentos, especialmente quando estou trabalhando no computador e o trabalho está chato (oi, procrastinação).

Esse assunto de redes sociais é algo que sempre foi um conflito pra mim, desde os tempos do Orkut (a velha). A questão do excesso de exposição era o fator mais importante, mas atualmente também me incomoda muito a dependência dessas redes. Como vocês lidam com isso? Na verdade, não me considero uma pessoa dependente, tenho quase certeza de que poderia viver tranquilamente sem elas, mas ainda assim estou em algumas (eu contei onde estou aqui nesse post) e quando passo um tempo considerável vendo as redes, sem sentir que fiz algo de “útil”, fico me perguntando: mas será que eu não sou dependente mesmo? Eu realmente consigo abrir mão disso tudo? Não sei. Essa ideia de diminuir ainda mais minha frequência talvez se torne um teste pra responder a essa pergunta.

Uma coisa é verdade: todas as pessoas que eu conheço que saíram de suas redes sociais, ou quase já não entram nas que estão ativas, dizem que se sentem muito mais tranquilas, menos ansiosas. Essas pessoas são mais uma prova do que vários estudos têm mostrado sobre a relação entre ansiedade e as redes sociais. O que eu tenho feito nesse sentido, além de diminuir a frequência de acesso, é que tirei todas as notificações do meu celular. Só mantive as do Whatsapp, porque passo o dia conversando com minha mãe, mas fora as mensagens dela, procuro separar um tempo pra responder todas as outras de uma vez e não cada hora que o aviso de mensagem nova chegar. Isso tem me ajudado. Me contem como é tudo isso pra vocês? Tenho curiosidade.

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Previsão do tempo em Cartagena de Indias: sol e calor por toda a eternidade.

Sério, o calor aqui está insuportável nas duas últimas semanas. Não é que existem dias que não faça calor, mas alguns dias são muuuuito mais quentes que outros. Cristian me diz que essa época do ano é assim mesmo, é o período de mais calor. Na verdade, eu estive em Cartagena nesse período, nos anos anteriores, mas a gente costuma esquecer as coisas ruins, né? Olha, tá bem difícil viver. Aquela sensação de querer ficar deitada olhando pro teto só aumenta, mas nesse caso seria dentro de um quarto com ar condicionado. Eu não gosto do frio também, o que significa que se eu estivesse em São Paulo nessa época em que vai começar o inverno, estaria reclamando da mesma maneira.  Meu lugar ideal é um que faça de 22º a 25º todos os dias do ano, para sempre.

Isso aqui foi só pra reclamar do calor? Sim.

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Livros. Terminei de ler “Mulheres, raça e classe”, da Angela Davis, que foi o livro de abril do meu desafio literário deste ano. Fiquei triste por acabar esse livro, porque ele é muito maravilhoso e eu aprendi muitas coisas com essa leitura. Mas vou escrever uma publicação para falar só sobre ele depois. Também terminei de ler “O Estrangeiro”, do Camus, que foi uma leitura paralela. Faz uma semana que terminei e ainda estou pensando nesse livro.

Comecei a ler “A paixão segundo G.H”., que é o livro de maio do meu desafio. Tinha me esquecido de como a escrita da Clarice Lispector é um pouquinho difícil e como ela fala um montão de coisas importantes, que explodem sua cabeça, em um único parágrafo. É um livro curto, mas provavelmente vou demorar um pouco para acabar.

E vocês, o que estão lendo?

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Acho que por hoje chega de falação. Falem aí nos comentários também, eu gosto de conversar às vezes, rs.

Bom final de semana!

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