Mudanças, Merlí, Livros e outras cositas más

Oi, pessoas!

Sei que a publicação dessa semana seria sobre O Alegre Canto da Perdiz, livro de maio do meu desafio literário. Mas, como vocês podem ver, não será. Querem honestidade? Nem comecei a escrever esse texto ainda. Minha intenção era ter feito isso aos poucos durante a semana, mas não consegui separar um tempo. Sei lá, tem semanas que simplesmente são bagunçadas mesmo. Outra coisa é: não sei a quem quero enganar quando digo que vou escrever um texto aos poucos, pois nunca consigo fazer isso. Ou sai tudo de uma vez, ou não sai nada. Pois bem, não quis deixar o blog vazio essa semana por causa de vocês e por causa de mim (sinto falta de escrever aqui), então vim falar algumas coisas aleatórias que não tenho nenhum tipo de organização prévia ou controle para falar. Prometo voltar na próxima semana com o livro.

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Estou no Brasil! Contei que estava de mudança e agora já cheguei. Sentimentos contraditórios me rodeiam, mas em geral estou feliz por estar aqui. Como comentei antes, não é só um retorno, é uma mudança, pois tudo está diferente, então acho normal uma pequena dose de insegurança e um pouco de frio na barriga em relação a todas as possibilidades que estão por vir (ou não). Nesses primeiros dias tento adaptar tudo o que tenho para fazer a uma nova rotina. Ainda não consegui (risos nervosos), mas aos poucos tudo se encaixa.

Continuo trabalhando como freelancer, mas se souberem de empregos, me falem. Ser freelancer tem me servido muito nos últimos anos, por toda flexibilidade de tempo e espaço, mas preciso de mais. Mais dinheiro principalmente, e agora que estou por aqui, quero ver se encontro alguma coisa legal para trabalhar. Sei que não está fácil, mas estou esperançosa.

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Mudando de assunto, quero comentar sobre uma série que acabei de assistir, se chama Merlí. Está disponível na Netflix. É uma série catalã, o contexto é uma escola pública e aulas de filosofia. Merlí é o professor, uma pessoa um pouco difícil de lidar, mas que conquista os alunos e consegue a difícil tarefa de despertar em adolescentes um tantinho problemáticos o senso crítico, etc., etc.  Essa série estava na minha lista há tempos, mas tinha certa preguiça de começar, até que num desses momentos de ter um monte de coisa para assistir, mas ter a sensação de não ter nada para assistir, meu esposo e eu começamos a ver. É uma série curta, só tem três temporadas, cada uma com uns 13 ou 14 episódios. Sim, a série acaba na terceira temporada.

Enfim, assisti ela inteira e nesse meio do caminho vi bastante gente na internet tecendo muitos elogios, porque, nossa, é uma série sobre um professor de filosofia e tudo mais. Me empolguei? Não. No começo fiquei achando uma mistura de Malhação com Carrossel (Malhação da época da escola, que é a minha época, quando eu assistia, não sei como está hoje). Muitos conflitos de adolescentes para os quais eu não tenho um pingo de paciência (desculpem os adolescentes que por acaso lerem isso). E o lado Carrossel é porque o Merlí seria comparável à professora Helena, já que ele resolve todos os problemas de todos os alunos. Algo bastante maluco, se a gente for pensar bem no envolvimento emocional, nas relações de poder e na realidade de uma escola pública e do ensino de filosofia. Se bem que estamos falando de uma escola pública na Espanha, que, claro, não é a mesma coisa de uma escola pública no Brasil, mas não acho que seja o mar de rosas que a série mostra também.

O que mais me desagradou em Merlí é que, por um lado, parece ser uma série superinteressante por abordar questões como homossexualidade, bullying, questões ligadas à educação e você pensa: “nossa, que sensacional que essa série trate de todos esses assuntos”. Mas, por outro lado, ela é extremamente machista. Até quando ela tenta não ser machista, ela é muito machista. Tem um episódio, por exemplo, que uma das alunas aparece com o filho na escola, porque não tem com quem deixá-lo e o professor super descolado e desconstruidão (o próprio Merlí) não a deixa assistir aula, porque o filho não poderia entrar na sala com ela. E se ela quisesse estudar, que não tivesse filhos. Você pensa: “não é possível! Durante o episódio isso vai mudar, é justamente para falar sobre o machismo, sobre mulheres mães que precisam estudar e tudo mais”. Mas não. Todos os acontecimentos da história levam ao final do episódio reforçando o posicionamento do Merlí. Aí dá vontade de xingar e não acabar de ver a série. Esse é só um exemplo, mas tem muitos.

Mas por que, então, estou falando de Merlí aqui? Porque alguma coisa nela me incomodou a ponto de querer vir comentar. Acho que foi minha raiva do final, mas não vou comentar aqui para não dar spoiler. Se você assistiu ou pretende assistir, depois venha comentar sobre o final comigo, por favor, porque não estou sabendo lidar. Também acho que a série não é totalmente ruim, tanto que assisti até o fim. Aparecem coisas bem interessantes, não vou mentir. Mas não é tudo isso que saem falando por aí, não. Vou deixar  o trailer aqui e vocês decidem se se interessam ou não e se querem assistir.

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Por falar em séries, estou pensando em de vez em quando falar sobre algumas por aqui. Eu assisto muitas séries, mais do que deveria. Isso não é recente, com o advendo da Netflix, não, vem de anos, lá da minha adolescência, é um vício antigo. Já coloquei aqui no blog algumas publicações sobre as séries que estou assistindo no momento, mas num formato que não consigo falar muito sobre elas e a verdade é que já me perdi nessas publicações, não tenho mais vontade de fazê-las. Mas de vez em quando quero comentar sobre alguma que terminei de ver, ou estou muito empolgada, então vou fazer posts específicos. O mesmo vale para filmes e documentários. Não, não tenho vontade de ser crítica cinematográfica ou televisiva. É só para comentar o que gostei ou não gostei, como faço com os livros. É só mais um assunto para falar nesse blog, que não tem um assunto definido.

Sobre livros, comecei o de julho, Um defeito de cor, da Ana Maria Gonçalves. Estou empolgadíssima! Faz tempo que queria ler esse livro. Ele é enorme e tenho minhas dúvidas se conseguirei ler todo em julho, mas vou tentar. Ultimamente não tenho feito leituras paralelas ao desafio, porque não dá tempo. Mas a lista de próximas leituras é gigantesca.

Trouxe muitos livros da Colômbia comigo, entre eles uma edição maravilhosa de Cem Anos de Solidão. É uma edição comemorativa, ilustrada, maravilhosa.  Vou colocar algumas fotinhas aqui para vocês verem. Estou apaixonada por esse livro e quero reler só porque ele é lindo e tem cheiro de novo. Claro, também quero reler porque faz muitos anos que li essa história e releituras são necessárias.

 

 

O que vocês estão lendo?

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Bem, é isso, minhas falações aleatórias foram muitas hoje. Volto semana que vem.

Um abraço!

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8 comentários sobre “Mudanças, Merlí, Livros e outras cositas más

  1. Oi, sarah! nossa, tô meio decepcionada. já me falaram que Merli é incrível e tal, eu vi o trailer agora junto com esses teus comentários e fiquei meio “bleh”. hahaha! acho que vou ficar um pouco longe dela por enquanto. eu to vendo The handmaid’s tale, que desde que foi lançada se tornou uma das melhores séries que já vi. você já conferiu?

    também sou doida pra ler Um defeito de cor, está gostando? eu tô lendo “Amora”, da Natalia Borges Polesso para o Leia Mulheres Belém de julho, mas tô lendo bem devagar e tentando criar uma rotina nova agora que meu tcc passou… tem sido estranho rs

    beijos e feliz mudança/retorno para o brasil!

    • Hahaha, desculpe alimentar sua decepção, Pâmela. Ah, vai que você gosta de Merlí, depois dá uma chance. Mas que é machista, é. hahahaha… eu assisto The Handmaid’s Tale, sim, tô acabando a última temporada, quero falar mais sobre ela, porque dá uma angústia no peito, você se sente assim também?

      Estou gostando de Um Defeito de Cor, sim, já comecei super empolgada, mas definitivamente não vou conseguir ler ele todo esse mês. Julho tem sido um mês muito louco. Vou procurar esse que você está lendo.

      Ah, sim, esse sentimento estranho pós tcc, dissertação acontece, né? Parece que tá faltando algo pra fazer, rs. Mas você vai se acostumando.

      Obrigada e um beijo pra vc também.

  2. Hahahah, ri muito lendo a primeira parte sobre Merlí. Um monte de gente já me indicou mas não consegui passar do primeiro episódio. Engraçado que tive a mesma sensação que você: parece tudo certinho mas tem algo errado fundamental. A essa altura do campeonato colocar um homem metido, inconveniente etc, como salvador da pátria… tão século XX né?? rs No mais, bem vinda de volta ao Brasil! Por pior que seja, é onde está nossa história, família e amigos. ♥

    • Nossa, Karina, é exatamente isso, em pleno 2018 ter um homem como salvador da pátria, ainda mais alguém com esse perfil dele. É desanimador! Eu assisti até o final porque, enfim, ficava curiosa pra ver o que ia acontecer, rs. Mas acho que não é uma série que valha muito a pena, não.

      Obrigada pelos bons votos, estou feliz por estar de volta! =)

      Um abraço!

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